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sábado, 27 de março de 2010

Crítica Avatar e Crítica 3-D também! rsrs

Termômetro do Humor de Hoje - Uhuuuu Avatar é Show!!! Avatar não é um filme sem conteúdo!!!

Desculpem pela empolgação inicial, mas é porque ontem eu assisti Avatar em 3-D, no Nova Iorque Cidade Centro. Aquele mesmo do lado do Barrashopping, ainda vou convencer à eles a por o cristo redentor no lugar ou do ladinho da estátua com cãibra no braço direito.
Era quinta-feira, dia 25 03 2010, 22 10 da noite e a última projeção do filmes nos cinemas, sucesso absoluto, passou dos 1 bilhões de espectadores de cinema mesmo... Claro que a tecnologia 3_D ajudou muito nisso, mas é inegável que não foi só marketing.
O interessante é que o Diretor James Cameron ficou quase uma década, desde 1994, na pré-produção deste filme. E, merecidamente, pelo esforço e também pela inovação, não seguiu o mesmo fluxo negativos de outras produções de Chroma Key (aqueles filmes onde os atores apenas encenam em grandes estúdios das paredes verde a azul e quase nada é real).
Bom, a minha análise aqui não será de venda de bilhetes, se mereceu ganhar o oscar ou não, pois eu ainda vou postar minha crítica ao Guerra ao terror também, ou a qualquer outro tema básico a ser criticado e revisto por nós pensadores. A minha vontade de escrever à vocês é sobre o intuito subjetivo do filme. Existe algo além das plantas coloridas e dos animais que no 3-D me deram uns baita sustos. Avatar tem uma quase inocente pretensão de nos fazer voltar a pensar em humanidade. Ponto para o filme que vem a ser exibido justamente numa época de medo e de reflexão sobre as atitudes do homem contra o próprio homem.
Em algum lugar no futuro, os humanos estão monitorando o planeta Pandora, em cujo subsolo existe uma grande reserva de uma determinada substância muito importante para a nossa Terra. Um pedaço desta substância vale quase 20 bilhões de dólares (colapso econômico, mas isso nem é discutido). Importante mesmo é que em Pandora existe toda uma civilização extremamente desenvolvida mental e energeticamente, ainda que na Idade da Pedra em se tratando de armas de guerra. Até porque sua convivência com a terra, à agua, sua relação com os animais é de completa Sub-existência (eles exploram o que é necessário para sobreviver) Não exploram por mercado ou para venda em uma outra aldeia. É importante isso, pois algumas críticas insistem em dizer que eles são desenvolvidos, a palavra não é desenvolvidos, inteligentes etc. A palavra é conectados à natureza mesmo.
Para tentar dominá-los, nós, terráqueos, criamos a tecnologia dos Avatares, ou seja, humanos modificados com DNA do pessoal de Pandora, feitos para desembarcar no planeta deles e estudá-los mais de perto para possamos subjulgá-los da maneira mais eficiente possível. O Avatar seria, então, uma espécie de espião que se infiltra entre os aliens para conhecer seus segredos.
Vamos lá. Apesar de alguns diálogos serem muitos shakesperianos, digamos assim, o filme tem um excesso de informações a serem digeridas, mas Cameron é assim, ele já te entrega tudo pornto e mastigado. Quem são, o que são e para onde vão não são perguntas para Cameron, são respostas.
Nos somos brasileiros, certo? Então, gostaria de fazer um paradoxo, na verdade um paralelismo com a nossa história, história do brasil mesmo e a história de pandora. Existem várias ligações cognitivas para quem consegue ir, bom, ir não, chegar além das plantinhas fosforescentes. Quando eu vi os desenhos na pele azul dos habitantes de Pandora, seus arcos-flechas, seus pés descalços principalmente, logo percebi, ÍNDIOS. Avatar recria, com uma certa fantasia cinematográfica, justamente a exploração dos povos na época dos descobrimentos.
Atentem-se para este fato: Toda a história pode ser comparada a dizimação dos Astecas, dos Incas, dos Índios, Dos africanos etc.
Vamos a alguns comparativos: O povo azul chama o povo da Terra de Povo do Céu, pois eles vem com aviões e helicópteros. Os índios brasileiros acreditavam também que os portugueses eram divindades... que eles mesmos cultuavam. Acreditavam que as embarcações portuguesas iriam leva-los de volta ao lugar de onde vieram e, bom, foi quase isso mesmo.
Impossível não criar esta referência aos norte-americanos que saem invadindo qualquer lugar como se o mundo os pertencesse. O filme mesmo foi idealizado na época Bush, nada menos inspirador. Pergunto-me porque o processo de paz em nossas cabeças tem que ter tantas mortes e tanta violência. Me incomodou mais uma vez esse quesito: "Eu morro para que meus netos tenham um lugar melhor" me entristece bastante esse tipo de abordagem.
A cultura é algo difícil mesmo, a cultura dos outros nos machuca e afasta, mas é porque é cultura mesmo. É a minha forma de ver o mundo que com certeza é diferente da sua. A solução é, deixar também que alguém veja da nossa forma e tentar ver das formas dos outros. Olhem no Google Earth, o mundo é grande demais. Diminuam-se!
Ah! O óculos de me deu uma imensa dor de cabeça no inicio. Nunca fui em uma sala de trasmissão em 3D, inclusive, quase fui preso pois passei direto e não devolvi os óculos. Este filme eu recomendo e "rerecomendo". Mas vejam as lágrimas do povo que julgamos serem burro e atrasados. Vejam como eles se conectam à natureza. Sintam que podemos também fazer o mesmo. Precisamos voltar a andar mais descalços, olhar nos olhos, tocar mais nas pessoas. Avatar nos ensina a nos reconectar.
Saudade daqui, prometo não ficar muito tempo longe!